O crescimento do PIB da ordem de 0,2% no primeiro trimestre deste ano, contra os três últimos meses do ano passado, conforme dados do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), "confirma que a recuperação da atividade econômica tem sido bastante gradual', avaliou nesta sexta-feira (1) o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.
Medidas de estímulo devem levar PIB a 4% no ano, diz MantegaConsumo das famílias 'segurou' PIB em terreno positivo, diz IBGEEconomia brasileira cresce 0,2% no 1º trimestre de 2012, diz IBGE"A demanda doméstica continuou sendo o principal suporte da economia, com o consumo das famílias sendo estimulado pela expansão moderada do crédito, pela geração de empregos e de renda. Os sólidos fundamentos e um mercado interno robusto constituem um diferencial da economia brasileira. Dessa forma, mesmo diante do complexo ambiente internacional, as perspectivas apontam intensificação do ritmo de atividade ao longo deste ano", acrescentou o presidente do Banco Central.
Atuação do Banco Central
Para estimular o crescimento da economia brasileira, em meio a um cenário de desaceleração da economia mundial, por conta dos efeitos da crise financeira, que representa menos riscos em termos de inflação, o Banco Central tem baixado os juros desde agosto do ano passado.
Desde então, a taxa básica da economia brasileira recuou em sete encontros consecutivos do Comitê de Política Monetária (Copom), caindo de 12,5% para 8,5% ao ano, a menor da história. Ou seja, uma queda de quatro pontos percentuais.
A expectativa do mercado financeiro, até o momento, é de mais um corte de juros em julho neste ano, reduzindo a taxa Selic para 8% - patamar no qual fecharia 2012.
Resultado do PIB
De acordo com o IBGE, no primeiro trimestre deste ano o maior destaque partiu da indústria, que mostrou crescimento de 1,7%, seguida pelo setor de serviços, com alta de 0,6%. O pior desempenho ficou com a agropecuária, que caiu 7,3% nos três primeiros meses de 2012.
Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, o PIB cresceu 0,8%. O pior resultado foi registrado pela agropecuária, que caiu 8,5%. "Alguns produtos da lavoura, que possuem safra relevante no 1º trimestre, registraram queda nas estimativas de produção anual e produtividade", disse o IBGE, em nota.
Fonte. Mercado da economia.
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